Walter Collins
tinha nove anos de idade quando desapareceu em Los Angeles (EUA) em
março de 1928. Uma campanha nacional para localizar o garoto iniciou-se e
cinco meses depois um menino apresentou-se à polícia de Illinois
dizendo ser ele. Mas tratava-se de um impostor logo desmascarado por
Cristina Collins, a mãe de Walter. No entanto, a polícia de Los Angeles
ávida por encerrar o caso acusou Cristina de desequilibrada e ela acabou
passando alguns dias internada à força em uma instituição psiquiátrica,
enquanto o impostorzinho confessava a farsa à polícia. As investigações
levavam a crer que Walter poderia ter sido vítima do serial killer
Gordon Stewart Northcott, que havia sido recentemente preso pelos crimes
que ficaram conhecidos como “assassinatos do galinheiro de Wineville”.
No rancho em que Northcot morava foram encontrados corpos de três dos 20
meninos que haviam desaparecidos na região. Northcot assumiu o
assassinato de todas as crianças, inclusive Walter, mas voltou atrás
neste caso. Anos mais tarde um dos garotos desaparecidos, e que Northcot
teria confessado o assassinato, apareceu vivo e isso aumentou as
esperanças de Cristina Collins na busca por seu filho. Walter nunca foi
encontrado e a história do seu desaparecimento inspirou o filme “A
Troca” (2008), dirigido por Clint Eastwood, com Angelina Jolie no papel
de Cristina Collins.
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| O filho Jorge |
Na véspera do Natal de 1988, o casal Maria Cecília e Jorge Toufic Bouchabki
foram assassinados no interior de sua residência, localizada no número
109 da Rua Cuba, em um dos bairros mais ricos de São Paulo. Sem
encontrar sinais de arrombamento na casa e sem achar a arma do crime, os
investigadores suspeitaram que o assassinato poderia ter sido cometido
pelo filho mais velho do casal: Jorge Delmanto Bouchabki,
que tinha então 19 anos. No entanto, a polícia e a promotoria não
reuniram provas consistentes contra ele, segundo a análise do juiz
encarregado, e o caso foi arquivado em 1991. Dez anos após os crimes,
logo depois da prescrição do caso, uma das empregadas da família na
época da tragédia mudou o seu depoimento para os promotores.
Inicialmente ela havia falado que o relacionamento familiar era
harmonioso, mas uma década depois relatou à Promotoria que na véspera do
crime houve uma discussão entre Jorginho e a mãe por conta da namorada
do rapaz. Segundo a empregada, a discussão teria terminado com a mãe
agredindo o filho com um taco de sinuca e ele gritando que ela iria se
arrepender por ter batido nele. A empregada não revelou porque resolveu
mudar seu depoimento e até hoje o mistério do assassinato dos Bouchabki
não foi desvendado.
Em
maio de 2007 a família britânica McCann passava férias em Portugal. Na
noite do dia 3 o que era para ser uma viagem dos sonhos transformou-se
em pesadelo. A filha do casal, Madeleine, de quatro
anos de idade, teria desaparecido de dentro do hotel onde estavam
hospedados, enquanto os pais jantavam no restaurante. Primeiro
suspeitou-se de sequestro o que levou a uma imensa campanha e ao
interrogatório de quase 150 pessoas, mas a seguir a polícia portuguesa
passou a desconfiar dos pais da menina e os acusou por ocultação de
cadáver, após uma possível morte acidental da menina. No entanto, depois
de 14 meses de investigação a acusação contra os pais de Madeleine
acabou arquivada por falta de evidências segundo a Justiça portuguesa. O
casal McCann continua com esperanças de encontrar a menina e mantém uma
campanha para localizá-la, inclusive com a divulgação de retratos
falados de seus possíveis sequestradores.
PC Farias foi uma das figuras mais sombrias da História do Brasil. Paulo César Farias,
seu nome de batismo, foi tesoureiro da campanha que levou Fernando
Collor à Presidência do país. Nessa posição ele foi o operador de um dos
mais escandalosos casos de corrupção no Brasil, o chamado esquema PC,
que teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão, segundo as
investigações. Com esse histórico, PC era uma eminência parda, um
arquivo vivo, com muitos inimigos. Em 23 de junho de 1996, PC e sua
namorada, Suzana Marcolino, morreram na casa de praia
dele em Alagoas em circunstâncias misteriosas. A versão logo divulgada
pela polícia local falava em crime passional, no qual Suzana teria
matado PC e cometido suicídio a seguir. No entanto, as evidências
colocam muitas dúvidas sobre essa possibilidade. Nem os cinco seguranças
nem o caseiro teriam ouvido os disparos, a cena do crime não foi
preservada e a trajetória das balas punha em xeque a tese de crime
passional. O irmão de PC, o empresário e então deputado Augusto Farias,
chegou a ser indiciado, mas o caso permanece sem solução.
Este está mais para um caso de paranormalidade do que para as páginas policiais. Mas a bizarra morte de Jeannie Saffin
em setembro de 1982, na Inglaterra, acabou tendo que ser investigada
pela polícia tal a estranheza das circunstâncias em que ocorreu. Saffin,
portadora de deficiência mental, tinha 61 anos de idade e estava
dormindo sentada na cozinha quando seu corpo foi dominado por chamas,
que saíam principalmente de sua boca e mãos. O pai de Saffin e seu
enteado conseguiram apagar as chamas e chamaram os paramédicos. Saffin
permaneceu oito dias em coma até morrer. As investigações policiais não
foram conclusivas quanto ao que causou o incidente. Saffin tornou-se um
dos exemplos de casos de combustão humana espontânea, um fenômeno tão
bizarro que somente uma mente brilhante como a de Edgar Allan Poe a
poderia decifrar.
Em julho de 1954, um crime chocou os Estados Unidos. O neurocirurgião Sam Sheppard
teria assassinado sua esposa Marilyn, de 31 anos que estava grávida,
enquanto o filho de sete anos do casal dormia no quarto ao lado.
Sheppard alegou inocência e afirmou que um homem teria invadido sua
casa, o atacado, deixando-o inconsciente, e então assassinado Marilyn. O
médico foi julgado e condenado a prisão perpétua. O caso recebeu uma
enorme cobertura midiática, com muitos veículos pressionando pela prisão
de Sheppard. Em seu apelo à Suprema Corte, ele alegou que essa
publicidade teria influenciado o julgamento. Após dez anos preso,
Sheppard teve um novo julgamento, no qual foi absolvido. Desde então ele
e sua família empreenderam um esforço para encontrar aquele que seria o
verdadeiro assassino de sua esposa. A história de Sheppard inspirou uma
série televisiva nos anos 60 e depois o filme “O Fugitivo” (1993),
dirigido por Andrew Davis, com Harrison Ford no papel do neurocirurgião.
Apesar de todas as reviravoltas, o assassinato de Marilyn Sheppard
continua um mistério.
A
morte de um casal de adolescentes, enquanto namoravam no carro
estacionado em uma área rural na Califórnia (EUA), em dezembro de 1968,
anunciava o horror que se instalaria na região. O medo crescia com uma
série de cartas com pistas codificadas que o assassino endereçava aos
jornais de San Francisco. Com conteúdos provocadores em relação à
polícia elas foram a marca registrada de um serial killer que ficou
conhecido como o Zodíaco. Entre 7 e 12 pessoas teriam
sido vítimas dele, principalmente no período que se estendeu até outubro
de 1969. Nos anos seguintes alguns crimes e cartas codificadas e
provocativas chegaram a ser atribuídas a ele. Vários suspeitos foram
presos, mas alguns investigadores acreditam que o Zodíaco pode ainda
estar vivo em alguma parte da Califórnia. A história inspirou o filme
“Zodíaco” (2007), direção de David Fincher, com Jake Gillenhaal.
Em 1947, Elizabeth Short era uma aspirante a atriz em Hollywood chamada de Dália Negra
por conta de seu cabelo e roupas negras. Aos 22 anos de idade ela foi
brutalmente assassinada. Seu corpo foi encontrado mutilado, dividido ao
meio e com todo o sangue drenado em um estacionamento em Los Angeles.O
Departamento de Polícia nunca conseguiu solucionar o caso, apesar dos
vários suspeitos que investigou e de cerca de 50 confissões que recebeu e
que considerou falsas, vindo provavelmente de gente em busca de fama
graças a notoriedade que o caso ganhou. O escritor James Ellroy, um dos
autores mais importantes do romance policial norte-americano
contemporâneo, escreveu um dos melhores livros inspirados no caso. A
partir dele, Brian de Palma dirigiu o filme “A Dália Negra” (2006).
Esse
é sem dúvida um dos casos policiais mais famosos, importante e que mais
alimentou teorias da conspiração. Não é o típico caso sem solução,
afinal um suspeito, Lee Harvey Oswald, foi preso e
acusado do crime. Mas nem todo mundo ficou convencido de que Oswald
tenha sido o verdadeiro culpado ou agido solitariamente.Para muitos, ele
foi apenas uma peça numa conspiração que, dependendo da versão,
envolvia da Máfia a misteriosas agências governamentais que estavam
tendo seus interesses contrariados pela administração Kennedy. Um dos
filmes sobre o tema que mais alimentou a imaginação dos que acham que há
muito mais sobre esse assassinato do que dizem as conclusões oficiais é
“JFK” (1991), dirigido por Oliver Stone.
Descobrir
quem foi o serial killer que assombrou Londres no fim do século 19 é
sem dúvida o maior de todos os mistérios policiais que existe. Em 1888,
pelo menos cinco prostitutas foram brutalmente assassinadas no bairro de
Whitechapel por um maníaco que ficou conhecido como Jack, o Estripador.
A polícia nunca conseguiu chegar a uma conclusão, apesar das
investigações, e várias hipóteses sobre a verdadeira identidade do
assassino têm sido levantadas. Nelas entre os suspeitos aparecem do
príncipe Albert Victor, neto da Rainha Vitória, até Sir William Gull,
médico da realeza britânica na época. Em 2002, a escritora Patrícia
Cornwell investiu US$ 4 milhões numa investigação particular que a levou
a concluir que o verdadeiro Jack, o Estripador, foi o pintor Walter Sickert, conforme ela demonstra no livro “Retrato de Um Assassino – Jack, o Estripador: caso encerrado”.
Arquivo extraído do blog Diamante Bruto.









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